1. BALANÇO MINIMALISTA DE 2009 – Inflação Anual = 4,31% (IPCA) Exportações = US$ 153 bilhões; Importações = US$ 128 bilhões; Saldo Comercial = US$ 25 bilhões Variação anual do PIB = menos 0,2% (estimativa) Empregos Formais Criados no ano = 995 mil; População Total do Brasil em 31/12/2009 = 192.277.000
2. OS DOIS RITUAIS DE SEMPRE – Na meninice, em meados da década dos 40, eu brincava muito no primeiro quarteirão da Rua Barão da Torre, entre Jangadeiros e Teixeira de Melo, porque lá morava meu primo José Paes. Naquela época ainda não existia a Rua Antonio Parreiras, aberta muitos anos mais tarde para a construção do Hospital de Ipanema. A ampla casa da Rua Barão da Torre esquina com Teixeira de Melo era motivo de curiosidade permanente. Bonita, misteriosa, guardada por um lindo e bravio cão pastor alemão, seu dono era um estrangeiro (diziam) que nunca viamos. Certa manhã chuvosa de verão, a surpresa: a casa fora soterrada por toneladas de barro, lixo, árvores e arbustos que deslizaram do Morro do Cantagalo, já ocupado por uma favela incipiente. Morreram o morador misterioso e seu cão. Tempos depois acabaram de demolir a casa, retiraram o entulho e aquele espaço foi destinado às manobras de retorno do Bonde 14 (General Osório) que vinha de Copacabana, pela Rua Visconde de Pirajá e entrava na Rua Teixeira de Melo para retornar em direção a Copacabana e Botafogo. Passaram-se muitas décadas e os desastres se repetiram a cada verão, sistematicamente. Há dias, 65 anos depois do episódio de minha infância, a favela da Pavão-Pavãozinho despejou toneladas de seus detritos sobre os prédios da Rua Djalma Ulrich. O relevo do Estado do Rio de Janeiro é repleto de morros, geralmente de gnaisse e granito, recobertos de terrenos argilosos, instáveis e que não resistem ao encharcamento. Por outro lado a pluviosidade é intensa. Chegada a época das chuvas, das enchentes, das quedas de barrancos e das muitas mortes consequentes fazemos resignadamente a contabilidade do desastre e mesmo sabendo que no próximo ano tudo se repetirá, nada será providenciado... Que tal se as autoridades - pelo menos - removessem (e definitivamente não deixassem mais construir) imóveis que estão na parte superior ou no sopé de taludes íngremes, assim como os que estão na beira de rios, córregos e canais ? Isso, para começar uma política – séria, sem demagogia - de combate à favelização, à metástase urbana que acomete a maioria de nossas cidades e infelicita as pobres famílias que pagam com a vida o preço de nossa irresponsabilidade e de sua falta de informação. O fim de ano, com as lindas festas que o acompanham, poderia ser um período de esperança, de planos para o futuro, de alegria. Mas não no Rio...Porque é também a época de um ritual macabro, em que cinicamente culpamos os elementos naturais pelos crimes cometidos por todos aqueles que usam sua influência para permitir (a seus futuros eleitores) que construam no lugar proibido, sob as vistas grossas, complacentes e criminosas das chamadas “autoridades responsáveis” (sic).
3. VOLEIBOL VITORIOSO - Mais um ano de ouro para o voleibol brasileiro que "ganhou tudo" no plano internacional, no masculino e no feminino, na quadra e nas praias. Atletas, técnicos e auxiliares, a CBV, seu Presidente Ary Graça e equipe, estão todos de parabéns por manter o Brasil como grande potência nesse esporte fortemente competitivo.
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3 de jan. de 2010
28 de dez. de 2009
RÉVEILLON DO MEIO AMBIENTE EM 2010
FELIZ 2010 ! – 31 de dezembro, final dos anos 40, praia de Ipanema. No início eram poucos e chegavam de longe – dos subúrbios e da Baixada Fluminense, de onde houvesse um terreiro de Candomblé ou um Centro de Umbanda. Vinham de branco, em grupos, contritos e tímidos, um pouco temerosos, talvez. Afinal, a maioria esmagadora das famílias cariocas professava o Catolicismo e o temor de alguma incompreensão justificava-se. Mas eram acolhidos em paz por Ipanema, um espaço da Cidade caracterizado pela tolerância. Eram pobres, mas vinham para uma grande noite e traziam muitos brilhos,enfeites, oferendas, flores, imagens, miniaturas de barcos. À tarde já os víamos por lá, em grande faina, montando os ambientes para o culto, de formas e disposições diversas, mas sempre de frente para os domínios de Iemanjá e a África ancestral. Quanto a nós... Bem, parecia combinado, mas não era... Por volta das 10 ou 11 horas da noite os garotos da Montenegro, da Visconde de Pirajá e das outras ruas, já liberados pelos pais da ceia familiar de praxe, corriam em bandos para aquelas areias muito brancas, das quais conhecíam todos os mistérios. E percorriam a orla para lá e para cá, à busca de novidades. Ouvíamos as rezas, as evoluções, os cânticos, víamos os “passes” das Mães de Santo e até nos surpreendíamos com alguns “transes” mais fortes. Com o passar dos anos, curiosos, os adultos saíram de suas poltronas e sofás, começaram a seguir-nos e gostaram ! O pretexto era “tomar a fresca”, aproveitar a brisa generosa no auge do verão carioca e ver aquela manifestação religiosa cercada de mistério. Alguns de nossos pais, mais entusiasmados, soltavam fogos na chegada da meia-noite e já brindavam o Ano Novo com algum espumante levado de casa. A ida à praia no “réveillon” incorporou-se gradualmente aos hábitos das famílias de Ipanema. Provavelmente tudo ocorreu da mesma forma em Copacabana e no Leblon. Nascia e se desenvolvia, assim, um ritual bem carioca de ir “passar o ano” na praia. Atualmente um evento internacional gigantesco, concentrado em Copacabana para um público cosmopolita de milhões de pessoas, mas que tem ramificações similares expressivas em todas as praias da Cidade do Rio de Janeiro. Mas não nos esqueçamos: começou modestamente e fica na história carioca como herança eterna dos cultos de origens africanas que a garotada bronzeada dos anos dourados acolheu e ajudou a consagrar como manifestação cultural brasileira de importância global.
2.COP 15 – No Brasil e em muitos outros países a impressão já consolidada é de que a COP 15 foi um fracasso. Tive algumas experiências em grandes conferências internacionais e nelas pude sentir as dificuldades em chegar ao consenso sobre qualquer questão. Na verdade, pensando bem, o mundo é ainda a velha Torre de Babel, cada qual falando uma língua diferente. E continua sendo também uma grande Arca de Noé, tripulada por bichos e interesses de todas as espécies. Por azar – sejamos realistas - a COP 15 aconteceu quando o Presidente Obama tinha só uns poucos meses de Governo, o que inibiu seus possíveis voos mais ambiciosos. E seu papel, claro, era fundamental...
3. AFINAL VALEU A PENA - Harald Hellmuth, meu colega da Escola Nacional de Engenharia que entende do assunto, fez seu balanço da COP 15: “A conferência de Copenhague terminou sem alcançar nenhum dos resultados mais esperados: metas compromissadas de redução de emissões de gases causadores do efeito estufa (GEE), pelo menos dos países desenvolvidos, e uma garantia de ajuda financeira aos países mais pobres. Nem os alertas de cientistas, nem a pressão da opinião pública ajudaram os Chefes de Estado presentes a encontrarem um consenso que fosse aceitável por todos os 193 países participantes. Foi tudo em vão ? Além dos condicionamentos resultantes das percepções terceiro-mundistas e dos procedimentos equivocados do encaminhamento das conversações, a consideração dos reais potenciais de contribuição de cada participante e das condicionantes a que estão submetidos precisavam ser considerados, tanto na formação de expectativas realistas como no encaminhamento de negociações. Quanto aos EUA, existe o potencial de transformar sua matriz energética, hoje fundamentada em carvão e petróleo, numa matriz com predominância das energias eólicas e solares, inclusive nos transportes, com a adoção dos acionamentos híbridos, num prazo de 15 a 20 anos (vide Plan B3.0 de Lester Brown). Mas atualmente a legislação e a estrutura fiscal ainda não estão adequadas e os empreendimentos resistem; num regime democrático o governo não pode adiantar compromissos não apoiados pelo Congresso. A China está empenhada em resgatar da pobreza centenas de milhões de cidadãos, através de um inédito esforço de industrialização e de urbanização, que a projetou para a posição de maior poluidor – não só – atmosférico. Todavia, a China desenvolve enormes esforços para aumentar a eficiência energética da economia, executa um ambicioso programa de usinas eólicas, é o maior fabricante global de painéis fotovoltaicos e de captação de energia solar para aquecimento, além de estar realizando um programa de reflorestamento em extensas áreas. A condição de regime autoritário favorece esta espantosa mobilização, mas também explica a aversão a inspeções em seu território. Atualmente, pode ser ainda impossível prever o momento em que os esforços de mitigação resultarão numa redução das emissões. A Índia apresenta condições semelhantes às da China. Com os países maiores poluidores incapacitados de se comprometer com metas, as expectativas e as programações para a COP 15 foram ilusórias. Todavia, o impasse induziu uma evolução das percepções que se materializa no texto final, que estabelece que os países deverão providenciar “informações nacionais” sobre de que forma estão combatendo o aquecimento global, por meio de “consultas internacionais e análises feitas sob padrões claramente definidos”. Esta formulação encerra o potencial de modificar de forma radical a continuação das tratativas, pois focaliza as ações devidas por cada parte e a prestação de contas diante da comunidade internacional. Caso esta reorientação se confirme, a COP 15 não foi em vão. Reconhecer-se-á então, que a conferência produziu um passo imprescindível na direção da mobilização das sociedades pelo Desenvolvimento Sustentável, ou seja, pela solução simultânea dos problemas ambientais, sociais e econômicos.” HARALD HELLMUTH
2.COP 15 – No Brasil e em muitos outros países a impressão já consolidada é de que a COP 15 foi um fracasso. Tive algumas experiências em grandes conferências internacionais e nelas pude sentir as dificuldades em chegar ao consenso sobre qualquer questão. Na verdade, pensando bem, o mundo é ainda a velha Torre de Babel, cada qual falando uma língua diferente. E continua sendo também uma grande Arca de Noé, tripulada por bichos e interesses de todas as espécies. Por azar – sejamos realistas - a COP 15 aconteceu quando o Presidente Obama tinha só uns poucos meses de Governo, o que inibiu seus possíveis voos mais ambiciosos. E seu papel, claro, era fundamental...
3. AFINAL VALEU A PENA - Harald Hellmuth, meu colega da Escola Nacional de Engenharia que entende do assunto, fez seu balanço da COP 15: “A conferência de Copenhague terminou sem alcançar nenhum dos resultados mais esperados: metas compromissadas de redução de emissões de gases causadores do efeito estufa (GEE), pelo menos dos países desenvolvidos, e uma garantia de ajuda financeira aos países mais pobres. Nem os alertas de cientistas, nem a pressão da opinião pública ajudaram os Chefes de Estado presentes a encontrarem um consenso que fosse aceitável por todos os 193 países participantes. Foi tudo em vão ? Além dos condicionamentos resultantes das percepções terceiro-mundistas e dos procedimentos equivocados do encaminhamento das conversações, a consideração dos reais potenciais de contribuição de cada participante e das condicionantes a que estão submetidos precisavam ser considerados, tanto na formação de expectativas realistas como no encaminhamento de negociações. Quanto aos EUA, existe o potencial de transformar sua matriz energética, hoje fundamentada em carvão e petróleo, numa matriz com predominância das energias eólicas e solares, inclusive nos transportes, com a adoção dos acionamentos híbridos, num prazo de 15 a 20 anos (vide Plan B3.0 de Lester Brown). Mas atualmente a legislação e a estrutura fiscal ainda não estão adequadas e os empreendimentos resistem; num regime democrático o governo não pode adiantar compromissos não apoiados pelo Congresso. A China está empenhada em resgatar da pobreza centenas de milhões de cidadãos, através de um inédito esforço de industrialização e de urbanização, que a projetou para a posição de maior poluidor – não só – atmosférico. Todavia, a China desenvolve enormes esforços para aumentar a eficiência energética da economia, executa um ambicioso programa de usinas eólicas, é o maior fabricante global de painéis fotovoltaicos e de captação de energia solar para aquecimento, além de estar realizando um programa de reflorestamento em extensas áreas. A condição de regime autoritário favorece esta espantosa mobilização, mas também explica a aversão a inspeções em seu território. Atualmente, pode ser ainda impossível prever o momento em que os esforços de mitigação resultarão numa redução das emissões. A Índia apresenta condições semelhantes às da China. Com os países maiores poluidores incapacitados de se comprometer com metas, as expectativas e as programações para a COP 15 foram ilusórias. Todavia, o impasse induziu uma evolução das percepções que se materializa no texto final, que estabelece que os países deverão providenciar “informações nacionais” sobre de que forma estão combatendo o aquecimento global, por meio de “consultas internacionais e análises feitas sob padrões claramente definidos”. Esta formulação encerra o potencial de modificar de forma radical a continuação das tratativas, pois focaliza as ações devidas por cada parte e a prestação de contas diante da comunidade internacional. Caso esta reorientação se confirme, a COP 15 não foi em vão. Reconhecer-se-á então, que a conferência produziu um passo imprescindível na direção da mobilização das sociedades pelo Desenvolvimento Sustentável, ou seja, pela solução simultânea dos problemas ambientais, sociais e econômicos.” HARALD HELLMUTH
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23 de dez. de 2009
A CARTA QUE MUDOU A MINHA VIDA
1. LINCOLN GORDON – Morreu Lincoln Gordon, um “scholar” renomado da Universidade de Harvard que foi Embaixador dos Estados Unidos no Brasil nos anos 60. Conheci-o. Era um gentleman, inteligente e culto, que amava o Brasil. Eu trabalhava na CONSULTEC quando Lincoln Gordon indicou nossa empresa ao Harvard Center for International Studies para que coordenássemos a elaboração de 14 monografias sobre a economia brasileira. Fui indicado para escrever sobre “EDUCAÇÃO E DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO NO BRASIL” (1963). Assim que acabei meu trabalho, Mário da Silva Pinto, Sócio-Gerente da CONSULTEC, enviou os originais a Lincoln Gordon que escreveu uma carta elogiosa e a partir daí minha vida profissional deu uma guinada e dediquei-me durante muitos anos à educação.
2.GLOSSÁRIO DA SUSTENTABILIDADE - Na COP 15 distinguia-se sempre os dois tipos de ação passíveis de desenvolver em favor da sustentabilidade como sendo ou a mitigação ou a adaptação. Fazendo uma analogia, eu diria que a mitigação seria a Medicina Preventiva enquanto a adaptação seria a Medicina Curativa. Harald Hellmuth esclareceu-me que:
a) Mitigação: são ações que objetivam a redução da concentração de gases causadores do efeito estufa - GEE - na atmosfera. Compreendem:
- A redução do consumo de energia, por exemplo através da utilzação de lâmpadas econômicas ou LEDs na iluminação e aparelhos elétricos com maior eficiência.
- A redução de emissões por exemplo na geração de energia, por exemplo substituindo a geração por usinas termelétricas a carvão por geração eólica e solar e os acionamentos feitos a motor a gasolina por acionamentos híbridos, de preferência com etanol e elétrico com alimentação por tomada. No caso do Brasil, principalmente pela terminação dos desflorestamentos.
- O aumento da capacidade de sequestro de CO2 através do florestamento e do reflorestamento.
b) Adaptação: são ações que objetivam a acomodação a efeitos causados por mudanças climáticas inevitáveis. Exemplo:
- Aumento dos diques na Holanda.
- Desenvolvimento de espécies vegetais reistentes a temperaturas mais altas e a menor índice de pluviosidade.”
3.CHILE NA OECD – O Chile vai ingressar no grupo seleto de países-membros da OECD. Na mesma notícia, ouvi perplexo que o Brasil também foi sondado mas não aceitou, pelo fato de que o ingresso no órgão pressupõe a obediência a certas normas e que o Brasil não iria se submeter etc etc. A OECD é a organização internacional de maior competência que conheci ao longo de minha carreira profissional, com muitas passagens pelo exterior e contacto com Agências da ONU, OEA etc. A OECD é um dos bastiões da luta contra a lavagem de dinheiro e a corrupção. Será que a recusa de transparência por parte de nosso Governo tem alguma relação com esse campo de atuação da OECD ?
4.PROMESSA NÃO CUMPRIDA - Lula disse na mensagem natalina que em seus 7 anos de Governo foram gerados 12 milhões de empregos. Não é verdade ! E o pior: ninguém desmente ! Incompetência ou cumplicidade ?
2.GLOSSÁRIO DA SUSTENTABILIDADE - Na COP 15 distinguia-se sempre os dois tipos de ação passíveis de desenvolver em favor da sustentabilidade como sendo ou a mitigação ou a adaptação. Fazendo uma analogia, eu diria que a mitigação seria a Medicina Preventiva enquanto a adaptação seria a Medicina Curativa. Harald Hellmuth esclareceu-me que:
a) Mitigação: são ações que objetivam a redução da concentração de gases causadores do efeito estufa - GEE - na atmosfera. Compreendem:
- A redução do consumo de energia, por exemplo através da utilzação de lâmpadas econômicas ou LEDs na iluminação e aparelhos elétricos com maior eficiência.
- A redução de emissões por exemplo na geração de energia, por exemplo substituindo a geração por usinas termelétricas a carvão por geração eólica e solar e os acionamentos feitos a motor a gasolina por acionamentos híbridos, de preferência com etanol e elétrico com alimentação por tomada. No caso do Brasil, principalmente pela terminação dos desflorestamentos.
- O aumento da capacidade de sequestro de CO2 através do florestamento e do reflorestamento.
b) Adaptação: são ações que objetivam a acomodação a efeitos causados por mudanças climáticas inevitáveis. Exemplo:
- Aumento dos diques na Holanda.
- Desenvolvimento de espécies vegetais reistentes a temperaturas mais altas e a menor índice de pluviosidade.”
3.CHILE NA OECD – O Chile vai ingressar no grupo seleto de países-membros da OECD. Na mesma notícia, ouvi perplexo que o Brasil também foi sondado mas não aceitou, pelo fato de que o ingresso no órgão pressupõe a obediência a certas normas e que o Brasil não iria se submeter etc etc. A OECD é a organização internacional de maior competência que conheci ao longo de minha carreira profissional, com muitas passagens pelo exterior e contacto com Agências da ONU, OEA etc. A OECD é um dos bastiões da luta contra a lavagem de dinheiro e a corrupção. Será que a recusa de transparência por parte de nosso Governo tem alguma relação com esse campo de atuação da OECD ?
4.PROMESSA NÃO CUMPRIDA - Lula disse na mensagem natalina que em seus 7 anos de Governo foram gerados 12 milhões de empregos. Não é verdade ! E o pior: ninguém desmente ! Incompetência ou cumplicidade ?
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18 de dez. de 2009
EMPREGO, EOLO, DOPING, UPP, VARGENS
1. CAGED - Em novembro de 2009 foram gerados 246.695 empregos formais no Brasil e o acumulado do ano chegou a 1.410.000. Esse resultado fica 30% abaixo dos 2.107.000 postos de trabalho conseguidos em 2008 para igual período. Como dezembro é um mês em que o setor produtivo perde empregos, o ano de 2009 fechará com saldo de 1,1 a 1,2 milhão, resultado pior que em 2008. Deve-se lembrar que o Brasil deveria criar anualmente 1,8 milhão de empregos para os jovens que chegam ao mercado de trabalho. Notícia ruim, também, é que a Indústria de Transformação não manteve a reação esperada e de janeiro a novembro de 2009 criou apenas 177 mil postos de trabalho contra 452 mil em igual período em 2008. Tal fato indica que o PIB de 2009 deve diminuir quase 0,5% e nossa renda per capita cairá 2%, o que não é nada desprezível. Ficamos mais pobres mesmo pegando só a “marolinha” da crise mundial.
2. VAMOS CHAMAR O VENTO... – Harald Hellmuth escreveu-me festejando o sucesso do leilão da energia eólica brasileira e lembrando “que as usinas hidrelétricas não conseguem aproveitar integralmente a capacidade instalada durante o ano todo, devido à variação da vazão dos cursos d'água. Assim, geração eólica e hidrelétrica são complementares. E há mais vento quando as vazões hídricas são menores ! Portanto, além de somar-se à oferta de energia, as turbinas eólicas contribuirão para reduzir as variações de oferta. O impacto ambiental deve ser o mais baixo de todas as fontes, ao lado da co-geração com biomassa, como se pratica nas usinas de açúcar e álcool e nas indústrias de papel e celulose. Nos Estados Unidos, como na China e na Alemanha já existem capacidades instaladas de energia eólica de 30.000 MW, que estão substituindo usinas a carvão. Diante do potencial eólico brasileiro de 140.000 MW, seu status atual como energia apenas de reserva deverá ser superado. Além disso, como não haverá disponibilidade fabril no exterior para suprir toda a demanda global por turbinas eólicas, a fabricação no Brasil é necessária, existindo mesmo certa margem para exportação. Com a acumulação de experiência e maior escala, os custos tenderão a baixar. As instalações de pás nas regiões marítimas têm custo mais alto, mas também maior produção. Incentivos à geração eólica poderiam amenizar as desigualdades regionais, favorecendo áreas deprimidas do Nordeste.” HARALD HELLMUTH
3. DOPING - Os dopantes mais potentes usados no desporto têm margens de detecção muito curtas. Estão nesse caso a eritropoietina (EPO), a testosterona e o hormônio de crescimento (hGH). Por esse motivo, quanto mais testes anti-doping forem realizados fora das competições, mais eficaz será a detecção do doping. A aleatoriedade dos testes tira a margem de manobra dos atletas que usam o doping e de seu pessoal de apoio. As estatísticas comprovam essa realidade. Doping é crime e pode matar o atleta e o esporte !
4. O CUSTO DAS FAVELAS – Notícias sobre o mercado imobiliário dão conta de uma grande valorização recente dos imóveis nas Capitais do Rio de Janeiro e São Paulo. Creio que esses dados estão muito influenciados pelos avanços feitos no campo da segurança. Em São Paulo, ultimamente, os índices gerais de criminalidade caíram muito. No Rio, depois da implementação do projeto das Unidades de Polícia Pacificadora (UPP), áreas que haviam se desvalorizado pela proximidade com favelas estão se revalorizando. Embora não se saiba ainda em que medida serão recuperados os antigos valores dos imóveis no entorno das favelas em que o tráfico está sendo expulso, a revalorização começa de imediato. Meus colegas engenheiros que fazem avaliações estão tendo mais trabalho, porque os paradigmas do mercado imobiliário foram quebrados no Rio de Janeiro. Os agentes econômicos tomam suas decisões com base em três atributos inerentes aos diferentes investimentos: segurança, liquidez e rentabilidade. O imóvel é tradicionalmente uma opção de baixa rentabilidade, liquidez média e segurança elevada. No Rio de Janeiro a metástase urbana, causada pela expansão das favelas, seu surgimento repentino em pontos inesperados e até recentemente sem repressão, retirou do investimento imobiliário essa sua característica mais apreciada: a segurança.
5. VENEZA CARIOCA - O Prefeito Eduardo Paes tem, neste momento, uma grande oportunidade de evitar que uma linda área do Rio de Janeiro sofra um colapso semelhante ao que está ocorrendo no Jardim Pantanal da Capital paulista. A enorme população daquela região paulistana, ao lado do Rio Tietê, está literalmente submersa há vários dias e o problema parece irreversível. O Prefeito do Rio tem em suas mãos o PEU aprovado na Câmara dos Vereadores para Recreio dos Bandeirantes, Vargem Grande e Vargem Pequena, permitindo que os bairros sejam efetivamente urbanizados, de acordo com conceitos modernos e que evitarão as enchentes que a favelização da região determinará forçosamente se não for detida a tempo. As Vargens podem ser o Pantanal Carioca ou a Veneza Carioca - o Prefeito vai escolher !
2. VAMOS CHAMAR O VENTO... – Harald Hellmuth escreveu-me festejando o sucesso do leilão da energia eólica brasileira e lembrando “que as usinas hidrelétricas não conseguem aproveitar integralmente a capacidade instalada durante o ano todo, devido à variação da vazão dos cursos d'água. Assim, geração eólica e hidrelétrica são complementares. E há mais vento quando as vazões hídricas são menores ! Portanto, além de somar-se à oferta de energia, as turbinas eólicas contribuirão para reduzir as variações de oferta. O impacto ambiental deve ser o mais baixo de todas as fontes, ao lado da co-geração com biomassa, como se pratica nas usinas de açúcar e álcool e nas indústrias de papel e celulose. Nos Estados Unidos, como na China e na Alemanha já existem capacidades instaladas de energia eólica de 30.000 MW, que estão substituindo usinas a carvão. Diante do potencial eólico brasileiro de 140.000 MW, seu status atual como energia apenas de reserva deverá ser superado. Além disso, como não haverá disponibilidade fabril no exterior para suprir toda a demanda global por turbinas eólicas, a fabricação no Brasil é necessária, existindo mesmo certa margem para exportação. Com a acumulação de experiência e maior escala, os custos tenderão a baixar. As instalações de pás nas regiões marítimas têm custo mais alto, mas também maior produção. Incentivos à geração eólica poderiam amenizar as desigualdades regionais, favorecendo áreas deprimidas do Nordeste.” HARALD HELLMUTH
3. DOPING - Os dopantes mais potentes usados no desporto têm margens de detecção muito curtas. Estão nesse caso a eritropoietina (EPO), a testosterona e o hormônio de crescimento (hGH). Por esse motivo, quanto mais testes anti-doping forem realizados fora das competições, mais eficaz será a detecção do doping. A aleatoriedade dos testes tira a margem de manobra dos atletas que usam o doping e de seu pessoal de apoio. As estatísticas comprovam essa realidade. Doping é crime e pode matar o atleta e o esporte !
4. O CUSTO DAS FAVELAS – Notícias sobre o mercado imobiliário dão conta de uma grande valorização recente dos imóveis nas Capitais do Rio de Janeiro e São Paulo. Creio que esses dados estão muito influenciados pelos avanços feitos no campo da segurança. Em São Paulo, ultimamente, os índices gerais de criminalidade caíram muito. No Rio, depois da implementação do projeto das Unidades de Polícia Pacificadora (UPP), áreas que haviam se desvalorizado pela proximidade com favelas estão se revalorizando. Embora não se saiba ainda em que medida serão recuperados os antigos valores dos imóveis no entorno das favelas em que o tráfico está sendo expulso, a revalorização começa de imediato. Meus colegas engenheiros que fazem avaliações estão tendo mais trabalho, porque os paradigmas do mercado imobiliário foram quebrados no Rio de Janeiro. Os agentes econômicos tomam suas decisões com base em três atributos inerentes aos diferentes investimentos: segurança, liquidez e rentabilidade. O imóvel é tradicionalmente uma opção de baixa rentabilidade, liquidez média e segurança elevada. No Rio de Janeiro a metástase urbana, causada pela expansão das favelas, seu surgimento repentino em pontos inesperados e até recentemente sem repressão, retirou do investimento imobiliário essa sua característica mais apreciada: a segurança.
5. VENEZA CARIOCA - O Prefeito Eduardo Paes tem, neste momento, uma grande oportunidade de evitar que uma linda área do Rio de Janeiro sofra um colapso semelhante ao que está ocorrendo no Jardim Pantanal da Capital paulista. A enorme população daquela região paulistana, ao lado do Rio Tietê, está literalmente submersa há vários dias e o problema parece irreversível. O Prefeito do Rio tem em suas mãos o PEU aprovado na Câmara dos Vereadores para Recreio dos Bandeirantes, Vargem Grande e Vargem Pequena, permitindo que os bairros sejam efetivamente urbanizados, de acordo com conceitos modernos e que evitarão as enchentes que a favelização da região determinará forçosamente se não for detida a tempo. As Vargens podem ser o Pantanal Carioca ou a Veneza Carioca - o Prefeito vai escolher !
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9 de nov. de 2009
POLÍTICA, REPÚBLICA SINDICALISTA, SUSTENTABILIDADE
1. MURO DE BERLIM – Estive olhando, na DEUTSCHE WELLE, as emocionadas comemorações dos 20 anos de derrubada do Muro da Vergonha, erigido pelos comunistas para impedir a fuga do povo para o lado ocidental. Até hoje o Governo alemão coloca 30 bilhões de euros anuais no lado oriental, visando reduzir as desigualdades decorrentes do caos econômico do regime pró-soviético. A renda per capita do lado comunista era 40% da ocidental em 1989 e agora é 70%. Mas comemoremos, pois afinal o mundo pode apreciar a beleza alegre de Berlim, que sobreviveu a Hitler e Stalin – o que é dose ! - e a liberdade do povo alemão vale o preço...
2. A HORA DO BANHEIRO - A imprensa brasileira tem “gozado” o Presidente Chávez e sua escalada autoritária. Agora, por exortar sua população a limitar a 3 minutos o banho de chuveiro e por promulgar uma legislação pela qual dois aumentos seguidos da conta de energia elétrica do consumidor implicarão em corte do fornecimento. Há quem, ironicamente, afirme que no caso de guerra contra a Colombia, Chávez determine os horários permitidos para os bolivarianos “irem ao banheiro”. Concordo com as críticas. Só não entendo o silêncio obediente da mídia brasileira em relação a interferências tão ou mais ridículas de nossos Governos, tolhendo nossa liberdade. Exemplos: há dois anos fomos proibidos de comprar pão por unidade; mais recentemente, idem em relação à prosaica banana nossa de cada dia. Antes dessa ridicularia, pagávamos o pãozinho a 20 centavos a unidade e hoje o preço pode chegar a 50 centavos, sem motivo que justifique esse aumento de 150%, pois a maior parte do trigo é importada da Argentina a preço baixo e o dólar ainda caiu sensivelmente no período. Macacos nos mordam se em breve tivermos a inflação da banana... Uma reação midiática apenas modesta acabou de acontecer, quando do anúncio da esdrúxula medida de mudar todas as tomadas do Brasil e adotar um “design” sem similar no mundo, quando a utilização do já existente “modelo universal” seria a lógica. Governos que interferem em nossas vidas nesse nível, também poderão, pouco adiante, tolher liberdades muito mais importantes. É uma questão de “cabeça”, de ideologia... E na nossa “república sindicalista” abundam os pequenos Stalins nos terceiro e quarto escalões...É claro que não podemos esquecer outras intervenções, igualmente danosas, sobre as quais pesa suspeição de corrupção. Quem não se lembra do gracioso “kit do DETRAN” e daquela proibição de venda de álcool líquido pelo Ministério da Saúde, que queria impor-nos o álcool em gel como obrigatório ? A liberdade e nossos direitos civis têm dimensões das quais o povo nem se dá conta e os ditadores de plantão aproveitam-se disso para roubá-los.
3. PROMISCUIDADE INSTITUCIONAL - O Senado somou, ao seu rosário de pecados mortais, o “corpo mole” em relação à decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de cassar o mandato de um Senador fraudador de eleições. Atentado aos princípios democráticos mais sagrados. Por sua vez, o STF é culpado de tomar decisões que atropelam as atribuições do Executivo e do Legislativo. De outro lado, com suas várias Medidas Provisórias, Lula confisca o poder de o Congresso legislar. Vivemos uma deplorável “bagunça institucional”...
4. REPÚBLICA SINDICALISTA - O excelente jornalista Élio Gaspari, em seu livro “A Ditadura Derrotada”, afirmou que fui eu quem usou pela primeira vez, em 1962, em um documento elaborado para o IPES, a expressão “República Sindicalista”. Textualmente, escreveu Gaspari: “o Instituto teve seu momento de brilho quando o jovem engenheiro Arlindo Lopes Corrêa, num trabalho intitulado "Conquista das classes médias para a ação política em grupo", usou a expressão República Sindicalista para designar o que seria o projeto de poder da esquerda. Nunca se soube o que fosse, assim como não se encontrou nenhuma pessoa ligada ao Governo Goulart que pudesse defini-la.” Desde que li o livro de Gaspari, não mais tive o prazer de encontrá-lo, pois lhe faria uma observação e satisfaria sua curiosidade. Dir-lhe-ia que afinal jamais me perguntaram o que significava a expressão. E afirmaria que agora a definição ficou fácil, uma vez que a República Sindicalista de então seria isso que aí está hoje, em nosso Brasil varonil, mas com Stalin dominando o primeiro escalão – e não, como atualmente, relegado a Ministérios e escalões sem poder, enquanto nosso “pelego supremo” é íntimo dos capitalistas mais selvagens e banqueiros, a quem vem de desejar ainda maiores lucros.
5. AJUDE A NATUREZA - Você ama a Natureza e quer preservar nosso planeta ? Há muitas medidas bem simples, ao alcance de todos nós, que têm um efeito muito relevante sobre a sustentabilidade. Comece imediatamente e ensine a seus filhos e netos. Siga, a partir de agora, os princípios básicos: reduza seu consumo sempre que viável, reutilize o que puder e facilite a reciclagem de tudo ao seu alcance. Lembre-se: chuveiros elétricos e geladeiras mais eficientes, aquecedores de água mais econômicos, uso mais amplo de termostatos, pneus cheios e bem calibrados, veículos dirigidos com perícia e baixo consumo de combustível, manutenção regular dessas viaturas, redução de aparelhos eletrônicos em stand-by, secagem de roupas preferencialmente ao sol, uso de carros particulares em “pool” de vizinhos e co-utilização de viaturas, são algumas dessas medidas e seu impacto é formidável !
2. A HORA DO BANHEIRO - A imprensa brasileira tem “gozado” o Presidente Chávez e sua escalada autoritária. Agora, por exortar sua população a limitar a 3 minutos o banho de chuveiro e por promulgar uma legislação pela qual dois aumentos seguidos da conta de energia elétrica do consumidor implicarão em corte do fornecimento. Há quem, ironicamente, afirme que no caso de guerra contra a Colombia, Chávez determine os horários permitidos para os bolivarianos “irem ao banheiro”. Concordo com as críticas. Só não entendo o silêncio obediente da mídia brasileira em relação a interferências tão ou mais ridículas de nossos Governos, tolhendo nossa liberdade. Exemplos: há dois anos fomos proibidos de comprar pão por unidade; mais recentemente, idem em relação à prosaica banana nossa de cada dia. Antes dessa ridicularia, pagávamos o pãozinho a 20 centavos a unidade e hoje o preço pode chegar a 50 centavos, sem motivo que justifique esse aumento de 150%, pois a maior parte do trigo é importada da Argentina a preço baixo e o dólar ainda caiu sensivelmente no período. Macacos nos mordam se em breve tivermos a inflação da banana... Uma reação midiática apenas modesta acabou de acontecer, quando do anúncio da esdrúxula medida de mudar todas as tomadas do Brasil e adotar um “design” sem similar no mundo, quando a utilização do já existente “modelo universal” seria a lógica. Governos que interferem em nossas vidas nesse nível, também poderão, pouco adiante, tolher liberdades muito mais importantes. É uma questão de “cabeça”, de ideologia... E na nossa “república sindicalista” abundam os pequenos Stalins nos terceiro e quarto escalões...É claro que não podemos esquecer outras intervenções, igualmente danosas, sobre as quais pesa suspeição de corrupção. Quem não se lembra do gracioso “kit do DETRAN” e daquela proibição de venda de álcool líquido pelo Ministério da Saúde, que queria impor-nos o álcool em gel como obrigatório ? A liberdade e nossos direitos civis têm dimensões das quais o povo nem se dá conta e os ditadores de plantão aproveitam-se disso para roubá-los.
3. PROMISCUIDADE INSTITUCIONAL - O Senado somou, ao seu rosário de pecados mortais, o “corpo mole” em relação à decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de cassar o mandato de um Senador fraudador de eleições. Atentado aos princípios democráticos mais sagrados. Por sua vez, o STF é culpado de tomar decisões que atropelam as atribuições do Executivo e do Legislativo. De outro lado, com suas várias Medidas Provisórias, Lula confisca o poder de o Congresso legislar. Vivemos uma deplorável “bagunça institucional”...
4. REPÚBLICA SINDICALISTA - O excelente jornalista Élio Gaspari, em seu livro “A Ditadura Derrotada”, afirmou que fui eu quem usou pela primeira vez, em 1962, em um documento elaborado para o IPES, a expressão “República Sindicalista”. Textualmente, escreveu Gaspari: “o Instituto teve seu momento de brilho quando o jovem engenheiro Arlindo Lopes Corrêa, num trabalho intitulado "Conquista das classes médias para a ação política em grupo", usou a expressão República Sindicalista para designar o que seria o projeto de poder da esquerda. Nunca se soube o que fosse, assim como não se encontrou nenhuma pessoa ligada ao Governo Goulart que pudesse defini-la.” Desde que li o livro de Gaspari, não mais tive o prazer de encontrá-lo, pois lhe faria uma observação e satisfaria sua curiosidade. Dir-lhe-ia que afinal jamais me perguntaram o que significava a expressão. E afirmaria que agora a definição ficou fácil, uma vez que a República Sindicalista de então seria isso que aí está hoje, em nosso Brasil varonil, mas com Stalin dominando o primeiro escalão – e não, como atualmente, relegado a Ministérios e escalões sem poder, enquanto nosso “pelego supremo” é íntimo dos capitalistas mais selvagens e banqueiros, a quem vem de desejar ainda maiores lucros.
5. AJUDE A NATUREZA - Você ama a Natureza e quer preservar nosso planeta ? Há muitas medidas bem simples, ao alcance de todos nós, que têm um efeito muito relevante sobre a sustentabilidade. Comece imediatamente e ensine a seus filhos e netos. Siga, a partir de agora, os princípios básicos: reduza seu consumo sempre que viável, reutilize o que puder e facilite a reciclagem de tudo ao seu alcance. Lembre-se: chuveiros elétricos e geladeiras mais eficientes, aquecedores de água mais econômicos, uso mais amplo de termostatos, pneus cheios e bem calibrados, veículos dirigidos com perícia e baixo consumo de combustível, manutenção regular dessas viaturas, redução de aparelhos eletrônicos em stand-by, secagem de roupas preferencialmente ao sol, uso de carros particulares em “pool” de vizinhos e co-utilização de viaturas, são algumas dessas medidas e seu impacto é formidável !
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26 de out. de 2009
SUSTENTABILIDADE, EDUCAÇÃO E EMPREGO
1. HARALD HELLMUTH foi meu colega na Escola Nacional de Engenharia nos anos 50. Trancou a matrícula depois de concluir o terceiro ano e foi para a Alemanha. Como ele diz: “até então frequentava o Arpoador - ainda não havia favelas nos Dois Irmãos e via-se o Cristo Redentor. Morei aos pés deste no Cosme Velho. Formei-me em Hannover, bem mais tarde que a " nossa turma". Trabalhei por lá, só regressando para São Paulo em 1978/9 pela Siemens, a qual me aposentou em 2002. A maior parte do tempo trabalhei em assuntos ligados a energia. Então fui me introduzindo no tema Sustentabilidade, começando pelo estudo do Terceiro Setor. Cursei a ADESG e uma pós-graduação pelo NAIPPE / USP - ADESG / SP sobre “Políticas e Estratégias”. O tema foi "Como acelerar o Desenvolvimento Sustentável". Minha percepção do Brasil é cunhada pelo interior, no contexto das hidrelétricas, das usinas de açúcar e álcool e de outras termelétricas”. A experiência de Harald é muito rica.
2. Recebi com prazer sua contribuição para este blog, sobre o tema “Sustentabilidade”, no contexto da aspiração de todos nós, visando construir um País melhor. Muito preocupado com as posições e compromissos que o Brasil vai assumir em Copenhagen, na 15ª. Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, em dezembro, Harald explica. “Por incrível que pareça, há neste País uma reticência - que beira à rejeição - de acusar os grileiros de ladrões de terras (que são patrimônio do Estado), como se isto fosse um “delito de cavalheiro”. Até parece uma confissão de que todos gostariam de "levar uma vantagem ilegal". E quanto aos políticos - mesmo os que dão uma contribuição respeitável à causa ambiental - não acusam outros políticos. Os participantes neste caldo cultural, pressionados pela expectativa global, procuram por uma proposta enganosa para apresentar como "grande avanço" em Copenhagen e se deixarem festejar por ela. Ninguém repara que a proposta brasileira de redução do desmatamento em 80%, até 2020, significa que até lá a farra do desmatamento continuará sendo permitida aos "amigos", sacrificando extensíssimas áreas florestais. Que por outro lado o pessoal se vanglorie da "riqueza da biodiversidade" é um contrassenso em que também não se repara. Além do oportunismo bandido, existe um problema real: como melhorar a vida dos pobres que habitam a floresta.....e o Nordeste? As “bolsas” do Governo Federal - subsídios para consumo - são paliativos, mas não transformarão os recebedores em cidadãos livres e capacitados a uma vida em condições de conforto mínimo. Este aspecto não está presente na discussão política ou na mídia. Só se fala dos 20 milhões de habitantes na Amazônia, dos quais cerca de 7 milhões vivem na floresta como ribeirinhos ou assentados. E você, como engenheiro e economista, sabe que a floresta não oferece oportunidades de trabalho que gerem renda suficiente para financiar as tais condições de vida desejáveis. Mas, no caldo cultural, isto é percebido como "algo natural"....pois sempre foi assim. Os índios vivem nus, comendo o que o mato der..........não é verdade? Mas na China, promotora das últimas Olimpíadas, não se pensa assim. Lá criaram cidades na zona costeira, onde se oferecem ocupações urbanas - industriais e em serviços - com as quais já resgataram da pobreza rural - do plantio familiar que mal dá para a subsistência - 400 milhões de seus habitantes. Aqui se teria de resgatar diretamente talvez 10 a 30 milhões "apenas". Temos o minério, temos a energia, temos terras degradadas onde só vicejaria a floresta replantada - devido à pluviosidade - mas não temos a idéia, nem fantasia para copiar. Veja: nem "colar"..........repetir o "benchmark", se sabe! Eu sonho (mas não sei como realizar), que na mídia dos blogs, sites, twiters etc circulasse a pergunta: Por quê não "colamos" dos chineses a fundação de centros urbanos industriais na costa da região Norte e Nordeste, onde inicialmente beneficiaríamos os minérios - por exemplo produzindo "aço verde" - e fabricaríamos papel e celulose?" Esta seria a base social para as metas simultâneas de "desmatamento zero já" e "reflorestamentos intensivos já", que nos permitiriam comprometer metas de redução de emissões de carbono de 50% até 2015 e de emissões próximas a 0 em 2020, com crescimento econômico. Estaríamos então, simplesmente, desempenhando a nossa Responsabilidade diante da comunidade global, de contribuir o melhor possível com o destino da Humanidade. E o faríamos no interesse próprio de terminar com a vergonhosa pobreza em terras onde a pobreza não faz nenhum sentido na fase atual do desenvolvimento mundial”.
3. ENEM virou ENEMA (ENEM ADIADO) e frustou milhares de estudantes. Agora penaliza os contribuintes. Os custos adicionais decorrentes do vazamento da prova já somam R$ 130 milhões, quantia que o MEC vai pagar ao consórcio e à gráfica que vão refazer o trabalho anterior, frustrado pela fraude. Por outro lado, a Polícia Rodoviária Federal acaba de demonstrar que o ENADE (Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes), em verdade, É NADA, porque está também sujeito às fraudes mais elementares. Afinal, esses exames servem efetivamente para avaliar alguma coisa ou existem apenas para estar de acordo com a moda inaugurada pelas instituições internacionais, lideradas pela OECD ? Até porque a metodologia adotada já deveria ter evoluído – o que não ocorreu. Mesmo sem considerar a fraude – que parece onipresente - a diagnose do processo educacional pela avaliação exclusiva do produto (o aluno depois de aprovado ou diplomado) é extremamente discutível sob o aspecto técnico. Pelo menos para quem conhece realmente o assunto...
4. Em setembro de 2009 foram gerados 252.617 empregos formais no Brasil, ainda um número menor que o observado no mesmo mês de 2008, quando foram criados 282.841 postos de trabalho. Nos três primeiros trimestres de 2009 o Brasil atingiu o saldo acumulado de 932.651 trabalhadores colocados. Alcançamos certa estabilidade nos últimos seis meses, em que sempre geramos acima de 100 mil empregos com carteira assinada por mês, o que consolida a idéia de que a economia brasileira entrou no ciclo ascendente de crescimento e o fundo do poço foi ultrapassado. Idéia reforçada pelo fato de a Indústria de Transformação – o motor do desenvolvimento - ter gerado mais empregos em setembro de 2009 (123.318) do que em setembro de 2008 (114.002). Finalmente, o setor saiu do saldo negativo no acumulado do ano: de janeiro a setembro a Indústria gerou 62.759 postos de trabalho. Em outubro e novembro de 2009 o saldo da geração de empregos ainda será positivo mas dezembro deve assinalar mais demissões do que admissões. De qualquer modo estamos melhor que a maioria dos países desenvolvidos e em desenvolvimento, embora muito atrás dos chineses.
2. Recebi com prazer sua contribuição para este blog, sobre o tema “Sustentabilidade”, no contexto da aspiração de todos nós, visando construir um País melhor. Muito preocupado com as posições e compromissos que o Brasil vai assumir em Copenhagen, na 15ª. Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, em dezembro, Harald explica. “Por incrível que pareça, há neste País uma reticência - que beira à rejeição - de acusar os grileiros de ladrões de terras (que são patrimônio do Estado), como se isto fosse um “delito de cavalheiro”. Até parece uma confissão de que todos gostariam de "levar uma vantagem ilegal". E quanto aos políticos - mesmo os que dão uma contribuição respeitável à causa ambiental - não acusam outros políticos. Os participantes neste caldo cultural, pressionados pela expectativa global, procuram por uma proposta enganosa para apresentar como "grande avanço" em Copenhagen e se deixarem festejar por ela. Ninguém repara que a proposta brasileira de redução do desmatamento em 80%, até 2020, significa que até lá a farra do desmatamento continuará sendo permitida aos "amigos", sacrificando extensíssimas áreas florestais. Que por outro lado o pessoal se vanglorie da "riqueza da biodiversidade" é um contrassenso em que também não se repara. Além do oportunismo bandido, existe um problema real: como melhorar a vida dos pobres que habitam a floresta.....e o Nordeste? As “bolsas” do Governo Federal - subsídios para consumo - são paliativos, mas não transformarão os recebedores em cidadãos livres e capacitados a uma vida em condições de conforto mínimo. Este aspecto não está presente na discussão política ou na mídia. Só se fala dos 20 milhões de habitantes na Amazônia, dos quais cerca de 7 milhões vivem na floresta como ribeirinhos ou assentados. E você, como engenheiro e economista, sabe que a floresta não oferece oportunidades de trabalho que gerem renda suficiente para financiar as tais condições de vida desejáveis. Mas, no caldo cultural, isto é percebido como "algo natural"....pois sempre foi assim. Os índios vivem nus, comendo o que o mato der..........não é verdade? Mas na China, promotora das últimas Olimpíadas, não se pensa assim. Lá criaram cidades na zona costeira, onde se oferecem ocupações urbanas - industriais e em serviços - com as quais já resgataram da pobreza rural - do plantio familiar que mal dá para a subsistência - 400 milhões de seus habitantes. Aqui se teria de resgatar diretamente talvez 10 a 30 milhões "apenas". Temos o minério, temos a energia, temos terras degradadas onde só vicejaria a floresta replantada - devido à pluviosidade - mas não temos a idéia, nem fantasia para copiar. Veja: nem "colar"..........repetir o "benchmark", se sabe! Eu sonho (mas não sei como realizar), que na mídia dos blogs, sites, twiters etc circulasse a pergunta: Por quê não "colamos" dos chineses a fundação de centros urbanos industriais na costa da região Norte e Nordeste, onde inicialmente beneficiaríamos os minérios - por exemplo produzindo "aço verde" - e fabricaríamos papel e celulose?" Esta seria a base social para as metas simultâneas de "desmatamento zero já" e "reflorestamentos intensivos já", que nos permitiriam comprometer metas de redução de emissões de carbono de 50% até 2015 e de emissões próximas a 0 em 2020, com crescimento econômico. Estaríamos então, simplesmente, desempenhando a nossa Responsabilidade diante da comunidade global, de contribuir o melhor possível com o destino da Humanidade. E o faríamos no interesse próprio de terminar com a vergonhosa pobreza em terras onde a pobreza não faz nenhum sentido na fase atual do desenvolvimento mundial”.
3. ENEM virou ENEMA (ENEM ADIADO) e frustou milhares de estudantes. Agora penaliza os contribuintes. Os custos adicionais decorrentes do vazamento da prova já somam R$ 130 milhões, quantia que o MEC vai pagar ao consórcio e à gráfica que vão refazer o trabalho anterior, frustrado pela fraude. Por outro lado, a Polícia Rodoviária Federal acaba de demonstrar que o ENADE (Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes), em verdade, É NADA, porque está também sujeito às fraudes mais elementares. Afinal, esses exames servem efetivamente para avaliar alguma coisa ou existem apenas para estar de acordo com a moda inaugurada pelas instituições internacionais, lideradas pela OECD ? Até porque a metodologia adotada já deveria ter evoluído – o que não ocorreu. Mesmo sem considerar a fraude – que parece onipresente - a diagnose do processo educacional pela avaliação exclusiva do produto (o aluno depois de aprovado ou diplomado) é extremamente discutível sob o aspecto técnico. Pelo menos para quem conhece realmente o assunto...
4. Em setembro de 2009 foram gerados 252.617 empregos formais no Brasil, ainda um número menor que o observado no mesmo mês de 2008, quando foram criados 282.841 postos de trabalho. Nos três primeiros trimestres de 2009 o Brasil atingiu o saldo acumulado de 932.651 trabalhadores colocados. Alcançamos certa estabilidade nos últimos seis meses, em que sempre geramos acima de 100 mil empregos com carteira assinada por mês, o que consolida a idéia de que a economia brasileira entrou no ciclo ascendente de crescimento e o fundo do poço foi ultrapassado. Idéia reforçada pelo fato de a Indústria de Transformação – o motor do desenvolvimento - ter gerado mais empregos em setembro de 2009 (123.318) do que em setembro de 2008 (114.002). Finalmente, o setor saiu do saldo negativo no acumulado do ano: de janeiro a setembro a Indústria gerou 62.759 postos de trabalho. Em outubro e novembro de 2009 o saldo da geração de empregos ainda será positivo mas dezembro deve assinalar mais demissões do que admissões. De qualquer modo estamos melhor que a maioria dos países desenvolvidos e em desenvolvimento, embora muito atrás dos chineses.
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